Seca no campo, entenda o que está acontecendo.

Há alguns meses o estado do Rio Grande do Sul passa por um déficit hídrico, estiagem que já atinge mais de 6.340 localidades em diferentes regiões do estado, e afeta, sobretudo, as populações cujo sustento provém de atividades agrícolas.
Diferentes secretarias estaduais realizaram o levantamento e vem definindo ações para amenizar a escassez de água que afeta a população, as criações de animais e lavouras, que já somam perdas expressivas nas safras. Um exemplo disso, é a disponibilidade de quatro máquinas que realizam continuamente a perfuração de poços pelo estado, aos quais nos últimos dois meses, já perfuraram 14 poços no estado. A Defesa civil já registra 110 municípios com relatos de efeitos de estiagem, estando 11 destes com situação de emergência reconhecida pela União.
Situação similar ocorre no oeste de Santa Catarina. A região sofre com chuvas muito abaixo da média, condição meteorológica que diminui drasticamente a disponibilidade hídrica na região. Mananciais usualmente utilizados para abastecimento público, e mesmo para pequenos núcleos rurais, apresentam vazões muito abaixo do normal para a época do ano, o que inviabiliza a captação de água.
Ao final de 2021 é noticiada a ocorrência do fenômeno La Niña que se estende pelo início do ano de 2022, sendo uma das responsáveis pela influencia da estiagem.
O El Niño e La Niña são fenômenos climáticos globais associados a uma variação na temperatura,  campos de pressão das águas da Costa Oeste da América do Sul que mudam os padrões dos ventos e correntes oceânicas. Portanto, influenciam diretamente no comportamento do clima, em diferentes regiões do mundo.  O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico tropical, o que provoca a precipitação pluvial no período da primavera/verão na região sul do Brasil, concomitantemente com secas na região Norte e Nordeste. Por sua vez, o fenômeno La Niña caracteriza-se pelo esfriamento das águas do Pacífico Tropical, causando redução no volume de precipitações no Sul e aumento das chuvas no Norte e Nordeste (INPE/CPTEC, 2003).
O Rio Grande do Sul e Santa Catarina situam-se em uma região de forte impacto destes fenômenos climáticos, sendo assim, apresenta um histórico de secas que, ao longo dos anos, afetaram prejudicialmente a produção das culturas de primavera-verão. Desde outubro de 2021 e já nos primeiros meses de 2022 o estado sofre com chuvas irregulares combinadas com temperaturas elevadas, diminuindo a umidade do solo, e causando perdas nas monoculturas, como por exemplo, o milho.
O clima está entre os inúmeros fatores que influenciam a cobertura vegetal, portanto, a definição e compreensão dos regimes climáticos é de extrema importância para a população e meio ambiente.
Profissionais capazes de analisar tecnicamente o meio físico, as variações climáticas e suas consequências são, principalmente, os geólogos, biólogos, engenheiros ambientais, hídricos e agrônomos. Técnicas de sensoriamento remoto possibilitam a realização de estudos sobre a superfície da Terra, auxiliando na obtenção de informações sobre um objeto ou área geograficamente distante. Por exemplo, através da temperatura da superfície e do mapeamento da vegetação, as imagens de satélite podem ajudar a compreender a distribuição das fontes de calor em uma zona urbana.
Para tentar amenizar esse problema o poder público deve atuar com frentes, visando garantir o abastecimento público e das pequenas propriedades rurais, como por exemplo, a facilitação de perfuração de poços artesianos no estado.
No que tange ao setor privado, a New Engenharia é capaz de realizar estudos e auxiliar na regulamentação das captações já existentes. Avaliações da disponibilidade hídrica através de captação direta em cursos hídricos, barragens e poços artesianos são possíveis soluções para o problema.

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